Tratamento do Septo e Cornetos - Clínica Landecker

Tratamento do Septo e Cornetos

Na Rinoplastia Balanceada, a redução do septo é feito antes das técnicas de tratamento da pirâmide óssea que também são necessárias para permitir a mobilização inferior do dorso. Na maioria dos pacientes, devido à maior rapidez e simplicidade, isso geralmente é feito através da cuidadosa retirada de uma faixa de septo (septal strip) abaixo do ponto K, na parte superior do septo, junto com um pequeno pedaço triangular do osso etmóide que pode estar presente abaixo da parte óssea do dorso. Essa faixa de septo superior pode ser usada como um enxerto na estruturação da ponta. Aqui, quanto mais alta for a faixa de cartilagem retirada, maior será o descenso do dorso. Em pacientes mais jovens, a região abaixo do segmento ósseo do dorso (bony cap) tende a ser mais cartilaginosa em sua composição, facilitando a retirada do septal strip. Como a ressecção da faixa de septo começa na junção das cartilagens triangulares com o septo (ponto “W”), essa técnica preserva a integridade do septo caudal, estrutura fundamental para as manobras de estruturação da ponta que veremos adiante. Além disso, ela oferece a possibilidade de retirar cartilagem septal da parte póstero-inferior do septo para a fabricação de enxertos.


SEPTAL STRIP SUPERIOR

SEPTAL STRIP SUPERIOR - tratamento do Septo e Cornetos na Rinoplastia Balanceada

Na técnica do septal strip superior, uma faixa de septo de altura variável é retirada na parte superior do septo (subdorsal), junto com um pequeno pedaço triangular do osso etmóide que pode estar presente abaixo da parte óssea do dorso. Quanto mais alta for a faixa de cartilagem retirada, maior será o descenso do dorso. Essa técnica preserva a integridade do septo caudal e oferece a possibilidade de retirar cartilagem septal da parte póstero-inferior do septo para a fabricação de enxertos.

Em pacientes com linhas dorsais levemente pinçadas antes da cirurgia, spreader grafts bilaterais podem ser posicionados entre o septo e as cartilagens triangulares. Essa fixação é possível graças à permanência de um segmento de septo íntegro imediatamente abaixo do dorso após a sua retificação e mobilização inferior. A colocação dos spreader grafts tem como objetivo alargar seletivamente esses pontos de pinçamento através do deslocamento súpero-lateral das cartilagens triangulares, fazendo com que as linhas dorsais corram em paralelo ao longo do dorso do nariz. Os spreader grafts devem ser mais largos na sua porção cranial e mais finos caudalmente para evitar palpabilidade dos enxertos na parte interna das narinas.


SEPTAL STRIP SUPERIOR

DESIGN SPREADER GRAFTS

Na técnica do septal strip superior, uma faixa de septo de altura variável é retirada na parte superior do septo (subdorsal), junto com um pequeno pedaço triangular do osso etmóide que pode estar presente abaixo da parte óssea do dorso. Quanto mais alta for a faixa de cartilagem retirada, maior será o descenso do dorso. Essa técnica preserva a integridade do septo caudal e oferece a possibilidade de retirar cartilagem septal da parte póstero-inferior do septo para a fabricação de enxertos.

A decisão de utilizar spreader grafts deve ser sempre cuidadosa, pois as linhas dorsais podem alargar naturalmente quando o dorso é abaixado após a realização das osteotomias- a inclusão dos spreader grafts nesses casos pode resultar num dorso excessivamente largo e por isso inestético. Quando colocado, o spreader graft é sempre estendido além do ângulo septal para ajudar a estabilizar o extensor septal que será usado para estabilizar as cartilagens da ponta nasal.


INCLUSÃO DE SPREADER GRAFTS

INCLUSÃO DE SPREADER GRAFTS - Tratamento do Septo e Cornetos

Em pacientes com linhas dorsais levemente pinçadas, spreader grafts bilaterais podem ser posicionados entre o septo e as cartilagens triangulares. Os spreader grafts alargam seletivamente esses pontos de pinçamento, fazendo com que as linhas dorsais corram em paralelo ao longo do dorso do nariz. Os spreader grafts devem ser sempre estendidos além do ângulo septal para ajudar a estabilizar o extensor septal que será usado para estabilizar as cartilagens da ponta nasal. Nessa imagem, para fins didáticos de visualização, o teto dorsal foi removido.


SEPTAL STRIP MÉDIO

A técnica do septal strip médio também preserva a integridade do septo caudal, possibilita a colocação de spreader grafts para escultura das linhas dorsais e oferece a possibilidade de retirar cartilagem septal para a fabricação de enxertos. Trata-se de uma alternativa mais complexa ao septal strip superior- inclusive, atualmente há várias técnicas com formatos diferentes de ressecção. Essa abordagem é normalmente reservada a casos onde a reconstrução do septo caudal é necessária, pois a faixa de septo remanescente na região subdorsal possibilita a colocação dos spreader grafts que são necessários para estabilizar o novo septo caudal.

SEPTAL STRIP MÉDIO - Tratamento do Septo e Cornetos

A técnica do septal strip médio é uma alternativa mais complexa ao septal strip superior. Ela também preserva a integridade do septo caudal, possibilita a colocação de spreader grafts para escultura das linhas dorsais e oferece a possibilidade de retirar cartilagem septal para a fabricação de enxertos.


SEPTAL STRIP INFERIOR

A técnica do septal strip inferior, ideal para corrigir narizes muito desviados, não é realizada atualmente pois dificulta a retirada de cartilagem suficiente para a fabricação de enxertos e instabiliza o sistema de sustentação do septo caudal- fatores que são importantes para a estruturação da ponta.

SEPTAL STRIP INFERIOR

A técnica do septal strip inferior é ideal para corrigir narizes com desvios de eixo significativos. É necessário fixar o septo novamente na espinha nasal após a sua mobilização.


Otimização das Vias AéREAs

A otimização das vias aéreas é finalizada tratando os cornetos, estruturas constituídas de osso esponjoso e mucosa que esquentam e umidificam o ar durante a sua passagem pelas vias aéreas. Visando diminuir a chance de sangramentos após a cirurgia, o Dr. Alan Landecker prefere utilizar uma técnica conservadora de turbinoplastia para diminuir e lateralizar os cornetos, aumentando assim a distância entre eles e o septo. Quanto maior for essa distância, melhor será o fluxo de ar. Na técnica de turbinoplastia, um dissector é inserido no corneto através de uma pequena incisão. Após dissecar a mucosa, o osso esponjoso é lateralizado pela execução de microfraturas.

Os excessos de mucosa, quando presentes, só são retirados em casos onde esse excesso é significativo, visando minimizar a chance de sangramentos. Finalmente, o splint intranasal colocado no final da cirurgia mantém o corneto lateralizado para que o mesmo cicatrizes no local desejado.

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